PEPTÍDEOS NATRIURÉTICOS

PEPTÍDEOS NATRIURÉTICOS

Existem dois tipos de peptídeos natriuréticos que são dosados em Laboratórios de Análises Clínicas, atualmente: o BNP e o NT-pró-BNP (fragmento amino-terminal do BNP), muito utilizados pela cardiologia, clínica Médica e UTI’s. Servem para corroborar no diagnóstico de Insuficiência Cardíaca (IC) e na diferenciação dos quadros de dispneia de origem cardíaca e não-cardíaca e auxiliar na escolha terapêutica e seguimento dos casos de disfunção ventricular em pacientes de risco, sem sintomas.

Os peptídeos natriuréticos são liberados nos ventrículos, pelo miocárdio, em reação à distensão ventricular, devido às elevações das pressões do enchimento cardíaco, em resposta ao estresse parietal resultante. Com a elevação do BNP, há um aumento da diurese, aumento das perdas de sódio urinário e uma vasodilatação periférica compensatórios à função miocárdica prejudicada.

 

Valores de Referência:

________________________Homens_____________________Mulheres_____

Até 50 anos                       até   88 pg/mL                            até 153 pg/mL

Ø  50 anos                         até 227 pg/mL                            até 334 pg/mL   

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Um ponto de corte que auxilia o diagnóstico clínico-laboratorial e faz o exame ter uma preditividade negativa elevada é o valor de 100 pg/mL.  Abaixo deste valor a IC é improvável e o quadro clínico em curso não deve ser cardiológico.

Para os valores preditivos positivos o ponto de corte é 400 pg/mL. Valores intermediá-rios de BNP entre 100 e 400 pg/mL são considerados indefinidos. Então IC provável passa a ter o ponto de corto acima de 400 pg/mL. Os valores de BNP são variáveis entre pacientes a a variabilidade biológica intrapessoal também. Em pacientes ambulatoriais essas dosagens devem ser sequenciadas e analisadas frente aos quadros clínicos.

Outras condições que causam aumento do BNP são:

Disritmias ventriculares

Exercícios físicos extenuantes

Fibrilação e Flutter

Hepatopatias graves, principalmente cirrose

Hipertrofia Ventricular Esquerda

Hipoxia

Infecções generalizadas e Sepse

Infarto Agudo do Miocárdio

Taquicardia

TRH

Valculopatias

 

Bibliografia:

Andriolo, A. – Medicina Laboratorial – 2ª Ed. Manole – São Paulo – 2007

Lopes, A.C. et al – Tratado de Clínica Médica 1ª ED. Roca- São Paulo, 2006

Pherson, R.A. et al – Henry’s – Clinical Diagnosis and Manegement by Labhoratory Methods – 21ª ED. Elservier-Saunders – Philadelphia – 2011.

Xavier, R.M. et al – Laboratório na Prática Médica, 2ª ED. Artmed- São Paulo – 2010.