PROCALCITONINA

PROCALCITONINA         

Cada vez mais as UTI’s tem se utilizado desse parâmetro para, principalmente, monitorar Doenças Infecciosas em doentes de alto risco e monitoração da terapêutica.

Controle dos pacientes através da Procalcitonina (PCT):

Quadro

Ação

Controle terapêutico

A frequência das dosagens de PCT variam conforme a gravidade do quadro clínico e da resposta clínica ao(s) antibiótico(s) utilizados. Geralmente, em pacientes que estão respondendo bem ao tratamento, dosar a PCT uma vez por dia é suficiente.

Reduções por volta de 50% dos níveis de PCT por dia, 3 a 7 dias, indica sucesso da ação terapêutica, exemplo, antibioticoterapia, cirurgia(s), etc.

Quando a PCT permanece com seus valores elevados, estáveis ou em elevação, indica que o processo infeccioso não foi controlado e se deve reavaliar a estratégica terapêutica.

Em pacientes de alto risco

Geralmente após cirurgias extensas ou pacientes politraumatizados: a) valores baixos ou descendentes, da ordem de 50% de redução por dia, Terapêutica de sucesso, paciente sem complicações infecciosas.

Quando, porém, os valores são mantidos elevados ou em ascensão, demonstra que há complicações infecciosas.

Auxílio clínico-laboratorial

a)       Continuar ou não a antibióticoterapia deve ser uma decisão reavaliada de 6 a 24 horas depois, levando-se em conta o estado clínico do paciente e ainda os valores da PCT.

b)      A duração da antibioticoterapia é uma decisão relacionada ao conjunto de fatores citados no item a).

De acordo com os níveis de PCT pode-se inferir sobre o diagnóstico de infecção bacteriana/ sépse:

PCT<0,5 ng/mL: infecção sistêmica muito pouco provável/infecção localizada mais provável.

PCT entre 0,5 e 2 ng/mL: Possível sépse, excetuando condições que podem alterar a PCT (vide  adiante).

PCT entre 2 e 10 ng/mL: Provável infecção sistêmica/sépse, exceto condições que podem alterar a PCT (vide adiante).

PCT maior que 10 ng/mL: Muito provável infecção sistêmica/sépse, exceto condições que podem alterar a PCT (vide adiante)

 

Para infecções Respiratórias:

PCT <0,1 ng/mL: ausência de infecção bacteriana.

PCT entre 0,1 e 0,25 ng/mL: infecção bacteriana pouco provável.

PCT entre 0,25 e 0,5 ng/mL: Infecção bacteriana possível. Início da antibioticoterapia.

PCT maior que 0,5 ng/mL: Infecção bacteriana fortemente sugestiva. Antibióticoterapia indicada.

 

Condições que podem alterar a PCT sem relação à infecções bacterianas:

1)       RN até 48 horas após o nascimento    2) Após grandes traumas, queimaduras extensas    3) Alguns fármacos que liberem citocinas inflamatórias    4) Grandes cirurgias   5) Fungopatias invasivas  

6) Malária aguda   7) Alguns carcinomas pulmonares e de tireoide    8) Choque cardiogênico

 

Nota: Valores baixos de PCT podem não excluir infecção bacteriana, como no início das infecções, quadros localizados e endocardites sub-agudas.

 

Bibliografia:   Consenso Brasileiro de Sepse – 2016.